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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Telefônica oferece R$ 20,1 bilhões por controle da rival GVT


TIM

Tim ficará isolada no mercado se fusão entre Telefônica e GVT for confirmada nos próximos dias

A Telefônica Brasil e sua controladora espanhola Telefónica anunciaram nesta terça-feira proposta de R$ 20,1 bilhões para compra da operadora brasileira GVT, mais que o dobro do valor oferecido pelo grupo cinco anos atrás, quando perdeu a disputa para a francesa Vivendi.
O anúncio da oferta fazia as ações da Telefônica Brasil despencarem mais de 5% na Bovespa, enquanto os papéis da rival TIM tombavam quase 6% às 11h20, diante da avaliação do mercado de perda de interesse do grupo espanhol pela unidade brasileira da Telecom Italia.
A oferta envolve pagamento à vista de R$ 11,962 bilhões com o restante sendo feito com emissão de novas ações pela Telefônica Brasil, equivalentes a 12 do capital da empresa após a compra da GVT. Além disso, em um esforço para cortar o custo do acordo, a Telefónica ofereceu à Vivendi a chance de adquirir 8,3% de participação na Telecom Italia, na qual tenta reduzir sua fatia para apaziguar preocupações de autoridades de defesa da concorrência no Brasil.
– Apesar do valor elevado, vemos esse fato como positivo para as ações da Telefônica, pois diminuiria um competidor em sua região (São Paulo) e permitiria à empresa expandir em outras regiões do Brasil no segmento fixo, especialmente onde a GVT já tem infraestrutura – afirmaram analistas da CGD Securities em relatório.
Segundo eles, a oferta é negativa "para as ações da TIM, visto que afastaria a possibilidade da Vivo (marca usada pela Telefônica no Brasil) comprar a TIM", afirmaram, acrescentando que "a fusão entre TIM e GVT não mais ocorreria, deixando a operadora móvel em posição isolada no mercado brasileiro".
A Telefônica tentou comprar a GVT em 2009, em uma guerra de ofertas que acabou sendo vencida pela Vivendi. A unidade brasileira do grupo espanhol começou a disputa com oferta de 48 reais por ação, que depois foi elevada para R$ 50,50, equivalente a cerca de quase R$ 7 bilhões por toda a GVT, na época.
A Vivendi acabou oferecendo R$ 56 por papel da empresa em uma operação polêmica que foi classificada pelo presidente da Telefônica Brasil, Antônio Carlos Valente, como "gol de mão". A oferta desta terça-feira da Telefônica Brasil e da Telefónica foi feita depois que o presidente do Conselho de Administração e maior acionista da Vivendi, Vincent Bollore, dizer no fim de junho que gostaria de manter seu último ativo restante de telecomunicações, apesar de se reposicionar como uma empresa de mídia.
Em comunicado, a empresa francesa disse que nenhuma de suas unidades está à venda, mas que vai considerar a oferta do grupo espanhol na próxima reunião de seu conselho. Segundo a Telefônica Brasil, a oferta é válida até 3 de setembro, mas o prazo pode ser ampliado.


Fonte: Correio do Brasil



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