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terça-feira, 15 de julho de 2014

Seguridade - Com venda de ativos, Generali reforça capital e privilegia seguros

Com a venda do banco Suíço BSI para o BTG Pactual, o grupo italiano Generali reforça sua posição de capital e dá um dos passos mais importantes dentro de sua estratégia de vender empresas que não estão dentro de sua atividade principal: a de seguradora.

O grupo italiano assinou ontem contrato com o BTG Pactual para vender as ações do banco suíço BSI por 1,5 bilhão de francos suíços ao banco brasileiro, sendo 1,2 bilhão de francos em dinheiro e 300 milhões de francos em units do BTG.

Em comunicado, a Generali diz que a transação vai adicionar nove pontos percentuais ao seu índice de Solvência 1 - medida de solidez financeira das seguradoras. Com isso, o indicador vai ultrapassar os 160% de índice de Solvência 1 planejado para o ano que vem. A companhia estima que vai contabilizar uma perda de cerca de € 100 milhões com a venda do BSI. "Com esta transação ultrapassamos nossa meta de Solvência 1, restaurando a base de capital da Generali mais de um ano antes do nosso plano de 2015", disse Mario Greco, presidente-executivo do grupo Generali, no comunicado.

Nos últimos dois anos, o grupo italiano vendeu cerca de € 3,7 bilhões em ativos não essenciais, incluindo a alienação do BSI. "Essa venda completa o processo de alienação [de ativos] que visa o reforço da base de capital do grupo, uma questão fundamental para nós, e permite à Generali focar na condução de seu negócio principal de seguros", afirmou Greco.

Há cerca de dois anos, a direção do grupo italiano traçou como meta melhorar a rentabilidade e sua posição de capital. Com isso, intensificou a venda de ativos no último ano. As negociações incluíram uma companhia de resseguros de vida nos Estados Unidos, por US$ 920 milhões; a empresa especializada em riscos agrícolas Fata Danni, por € 179 milhões, e, a participação de 33% no banco de investimentos Agorà Investimenti, por € 60 milhões. Em contrapartida, comprou participações minoritárias em seguradoras em que já detinha controle, caso das operações na Alemanha e na Ásia.

A venda do banco BSI vai reduzir significativamente as atividades não-seguros da Generali e espera-se que seja um fator positivo para as avaliações das agências de rating, segundo o comunicado do grupo. As negociações para a venda do banco transcorreram em meio a pressões regulatórias e internacionais crescentes. Por um lado, há no radar das seguradoras a adoção de novas regras de Solvência, que vão demandar maior alocação de capital em suas operações. Por outro lado, os Estados Unidos vêm fazendo uma pressão cada vez maior sobre bancos suíços para detectar evasão de divisas de cidadãos americanos, que podem resultar em vultosas multas.

A unidade brasileira sentiu bastante a mudança de postura do grupo nos últimos anos. A matriz trocou toda a diretoria e aportou capital para fazer a operação do país crescer e ser rentável. Em 2013, a Generali Brasil dobrou o faturamento com prêmios de seguros em relação ao ano anterior, para R$ 853 milhões, e diminuiu em quase três vezes o prejuízo da operação, de R$ 43,5 milhões em 2012 para R$ 16 milhões em 2013.

Fonte: Valor Econômico

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