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terça-feira, 15 de julho de 2014

Economia - Setor privado apoia uso de moedas locais



Representantes do setor privado reunidos ontem na VI Cúpula dos Brics, em Fortaleza, defenderam o uso das moedas locais nas transações entre os países-membros do bloco como forma de baratear os custos dos investimentos. A expectativa é de que a troca direta de moedas possa se materializar por meio do New Development Bank (NDB), nome oficial do Banco dos Brics, que deve ser anunciado hoje pelos líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Presidente da Marcopolo, fabricante brasileira de carrocerias com grande presença no exterior, Rubens De La Rosa assumiu ontem a presidência rotativa do Conselho Empresarial dos Brics, que conta com cinco empresas de cada país. Segundo ele, o NDB pode ser um instrumento prático para o uso das moedas locais acontecer.

Em entrevista ao Valor na semana passada, o presidente do Banco de fomento da Rússia, Vladimir Dimitriev, defendeu que a utilização das moedas locais no âmbito dos Brics fosse acelerada.

Na avaliação do presidente da CNI, Robson Andrade, o Banco dos Brics poderá viabilizar o avanço dos investimentos da indústria nacional no exterior. "Para nós, é fundamental que promova financiamento em países como esses e que aceite como garantia a matriz da empresa no Brasil", disse. A troca de moedas está entre as demandas que o fórum dos empresários apresentará aos líderes do bloco.

Um ano após a criação do Conselho Empresarial dos Brics, na Cúpula de Durban, em 2013, membros do grupo lembraram da necessidade de que a associação apresente resultados concretos. Representante do empresariado russo, Serguei Katyrin disse que a sociedade vai cobrar ações efetivas do grupo e que por isso as discussões deveriam ser pragmáticas.

Na mesma linha, o chinês Ma Zehua disse que os governos podem delinear as estruturas do condomínio dos Brics, mas que cabe aos empresários "construir a mansão, tijolo por tijolo". Ele lembrou ainda que, apesar da desaceleração no crescimento dos países do bloco, ainda há muitas oportunidades de investimento mútuo e que os membros não podem deixar que diferenças e barreiras "ceguem" os empresários. Segundo De La Rosa, será sugerido ao governo brasileiro que atue para facilitar a emissão de vistos a empresários dos países dos Brics.

Fonte: Valor Econômico

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