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sexta-feira, 14 de junho de 2013

'Fortaleza Apavorada' reúne mais de 3 mil pessoas na Beira-Mar

Passeata 'Fortaleza Apavorada' reuniu famílias, idosos, crianças de colo e foi marcada pela tranquilidade


14/06/2013 - O movimento Fortaleza Apavorada, surgido há cerca de 40 dias nas mídias sociais para protestar contra a violência na Capital, teve nesta quinta-feira (13) seu principal momento ao reunir, segundo a organização, mais de 3 mil pessoas em passeata que saiu do Palácio Abolição até o Jardim Japonês na avenida Beira-Mar.

Fortaleza apavorada
Movimento 'Fortaleza apavorada' reuniu milhares na Beira-Mar

Passeata seguiu do Palácio Abolição para a avenida Beira-mar. Foto: Germano Ribeiro

Jordana Melo, uma das organizadoras, disse que o resultado da manifestação foi muito além do esperado. "A gente nunca imaginou que viesse tanta gente. Era um movimento pessoal. Nós queríamos reivindicar nossos direitos, acolher pessoas que se sentiam como nós". A página "Fortaleza Apavorada" no Facebook tem mais de 39 mil seguidores.
Marcado pela tranquilidade e organização,o protesto contra a violência no Estado reuniu famílias inteiras, crianças de colo e até animais de estimação. Idosos, crianças e portadores de deficiência puderam acompanhar a caminhada num "trem da fantasia" (veículo que costuma passear com crianças na Beira-Mar). Num dos momentos mais marcantes, os manifestantes fizeram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas de crimes no Ceará. A pedido da organização, algumas pessoas deitaram no asfalto para lembrar as vítimas do trânsito.

Com palavras de ordem como "Turista, meu amigo, Fortaleza é um perigo", os participantes paravam em frente a hotéis pedido a atenção dos visitantes. Um dos organizadores, ao ver turistas nas janelas de um hotel, disse ao microfone: "Turista, cuidado na próxima esquina". Em referência à Copa das Confederações, os manifestantes começaram a repetir a frase "Fortaleza não suporta segurança só na Copa".

Apesar dos protestos, a organização agradeceu várias vezes o apoio da Polícia Militar, da Autarquia Municipal de Trânsito (AMC) e do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU). Também estavam presentes representantes do Ministério Público Federal e da Comissão de Segurança Pública da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Ceará (OAB-CE).

Sem propostas

Segundo Jordana Melo, os rumos do movimento depois da passeata é incerto. "A gente não sabe. Na verdade, a gente viveu 24 horas do nosso dia pra essa manifestação. Nossa comunidade vai continuar, mas como, de que forma, a gente não sabe. Eu espero até que a gente enfraqueça, porque se enfraquecer é porque teve resultado.

Indagada sobre quais seriam as propostas do grupo, Jordana respondeu: "Nós entendemos que não nos compete dizer o que que o governo tem que fazer. Ele tem pessoal de inteligência pra isso. O nosso papel enquanto cidadão é fiscalizar e cobrar. Ele, enquanto poder público, é quem tem que nos responder", finalizou.



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